Por Robson Catarina em de de

Conheça os 10 principais tipos de teste de software

Conheça os 10 principais tipos de teste de software

A cada ano que passa se torna mais importante testar software. A prática se faz necessária com frequência por conta da constante atualização de sistemas, criação de novos dispositivos de diversos padrões, aprimoramento das técnicas de invasão por parte de hackers maliciosos, entre outros motivos. Neste artigo, vamos falar sobre os 10 principais tipos de teste de software para que você conheça a variedade existente!

É comum que os profissionais de TI, especialmente no começo da carreira, pensem que teste de software não requer muita técnica e é algo simples. Eu mesmo cometi esse erro quando comecei a trabalhar com testes. Muitas vezes, a crença é de que o trabalho é “apenas apertar alguns botões”.

Ora, se fosse apenas isso, não haveria motivo para existir diversos tipos de teste de software. Não é verdade?

É justamente por isso que dou aulas de Testes de Software (EaD e presenciais) aqui na TargetTrust: para evitar que profissionais, principalmente iniciantes, fiquem aprisionados à essa crença.

A área de testes tem muitas técnicas. Os diferentes tipos de teste de software ganham cada vez mais espaço porque o nosso objetivo como desenvolvedores profissionais é garantir a qualidade em todas as camadas do software.

Tendo isso em mente, veja a seguir os 10 principais tipos de teste de software. 

1. Teste funcional

Essa técnica testa os requisitos funcionais, as funções e os casos de uso (User Stories). É possível realizar testes funcionais manualmente, sem ferramentas, ou com o auxílio de ferramentas e frameworks. Um dos frameworks mais utilizados é o Selenium WebDriver.

Em resumo, para que essa técnica seja efetiva, o teste funcional deve responder a seguinte pergunta: A aplicação faz o que deveria fazer?

2. Teste regressivo

Tem como objetivo rodar testes de funcionalidades que já funcionavam anteriormente, relacionando-as com as atualizações realizadas no software. A ideia é garantir que o que já funcionava continua funcionando após alguma alteração e confirmar que as mudanças não causaram nenhum impacto.

O teste regressivo pode ser realizado manualmente ou de modo automatizado.

3. Teste exploratório

Esse tipo de teste de software exige experiência do testador / analista de testes. É a técnica que busca empregar todo o conhecimento prévio do testador em busca de novas falhas.

Por exemplo: pessoa A trabalhou em um projeto A e encontrou uma falha. Quando a pessoa A trabalhar em um projeto B, ela tentará encontrar a mesma falha identificada no projeto A.

Ou seja, quanto mais experiência você tiver, mais rico será o teste.

4. Teste de segurança

Um dos mais importantes tipos de teste da atualidade. Não é à toa que nos últimos anos foram criadas legislações como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), no Brasil, e a General Data Protection Regulation (GDPR), na União Europeia. É essencial se preocupar com segurança de dados e informações!

O teste de segurança avalia se o sistema e os dados são acessados de maneira segura e apenas pelo autor das ações. O objetivo é evitar que algum fraudador intercepte a informação que está sendo trafegada ou que colete dados sensíveis.

5. Teste de performance

O teste de performance avalia o software sob as condições normais de uso. Alguns exemplos das análises realizadas: tempo de resposta, número de transações por minuto, usuários simultâneos, etc.

Essa técnica também avalia o software sob condições extremas de uso, com grande volume de transações e usuários simultâneos, e picos excessivos de carga em curtos períodos de tempo.

O teste de performance também analisa se o sistema se mantém funcionando de maneira satisfatória após um período de uso.

Esse é um dos tipos de teste de software mais completos. É a técnica que identifica aquele famoso problema de algum determinado site ficar off ao receber muitos acessos.

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6. Teste de integração

Esse teste avalia se um ou mais componentes combinados funcionam de maneira satisfatória, trafegando corretamente as informações. Há quem diga que o teste de integração é composto por vários testes de unidade.

7. Teste unitário

Esse tipo de teste de software analise um componente isolado ou classe do sistema. Na maioria das vezes, esse teste fica a cargo do desenvolvedor que está trabalhando no código, mas nada impede que um profissional de Garantia de Qualidade (Quality Assurance – QA) possa fazê-lo.

8. Teste de usabilidade

Para que as aplicações sejam úteis para os usuários, é fundamental que ofereçam uma boa experiência de uso. O teste de usabilidade serve para garantir isso.

Essa técnica avalia a experiência do usuário, a consistência da interface, o layout, se as funcionalidades estão acessíveis, entre outras variáveis. Ao garantir uma boa usabilidade e uma experiência fluida de navegação, temos grandes chances de fidelizar o usuário na nossa plataforma, pois teremos pessoas satisfeitas com a solução desenvolvida.

9. Teste de aceitação

O teste de aceitação é realizado antes de sua disponibilização ao usuário. É o teste que tem como objetivo verificar se os requisitos foram implementados e se as necessidades do usuário estão sendo atendidas.

10. Teste de acessibilidade

Por fim, uma técnica bem delicada e que poucos sistemas passam por ela. O teste de acessibilidade verifica se o sistema está adaptado para utilização de usuários com deficiência visual parcial ou completa.

Em um mundo com tecnologias cada vez mais inclusivas, é essencial desenvolver aplicações acessíveis e que funcionem para todos os públicos.

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